Nas últimas semanas eu era um poço inesgotável de dúvida, confusão e agonia. A razão disso é fácil pra qualquer garota que viva uma situação parecida com a minha adivinhar: um garoto. É muito estranho quando você percebe que tem algo de diferente no que você sente, não é mais a mesma paixonite de criança com a qual você até já se acostumou. É muito mais forte do que isso. Não basta estar ao lado do cara, você quer estar no coração e nos pensamentos dele tanto quanto ele está nos seus. Você vai desejar olhar fundo nos olhos dele e ver amor. E também vai querer protegê-lo, de toda e qualquer dor.
É com essa intensidade que eu amo o Bruno, (chega de chamar ele de John, todo mundo sabe quem ele é ) no entanto não tenho certeza dos sentimentos dele por mim, por isso estava tão agoniada. Não foram poucas as lágrimas que eu derramei por ele, e mais ainda as vezes que senti um buraco no meu coração por alguma coisa que ele fez que me magoou. Eu estava seguindo uma linha de raciocínio que não me favorecia: tinha decidido que já que eu o amo tanto, não tinha problema correr atrás. Mas eu me esqueci do fato de que quando se corre atrás demais, eles não nos dão valor. Isso é fato.
Acho que tenho o direito de ser feliz, e ele me faz feliz, a seu modo. No entanto eu tenho tentado cobrar mais do que ele jamais me prometeu, e agora percebo que não tenho esse direito. Vou simplesmente me assegurar de que ele tenha certeza do quanto eu o amo, e depois disso vou dar um tempo. Nada de ligar, nada de fuçar Orkut, nada disso. Também vou me ligar mais em mim, nos meus amigos e nas coisas que acabei deixando de segundo plano por causa dele. Vou aceitar aquele convite pro cinema que eu vinha recusando e vou me divertir com outros caras também. O que é diferente de sair pegando todos, entendam.
Eu mereço uma folga, mereço diversão e liberdade.
Amo ele com todas as minhas forças, mas eu vou me libertar de um compromisso que eu mesma criei. Se ele sentir minha falta, ele tem meu número e sabe onde eu moro. E é isso. É assim que vai ser.
